A vila de Almeida, distinguida com a classificação de Aldeia histórica, é indissociável da emblemática Fortaleza militar que alberga – uma jóia da arquitectura militar em forma de polígono hexagonal que, quando vista do ar, parece uma estrela de 12 pontas, tantas quantos os baluartes e revelins que contornam uma área de 2500 metros de perímetro.

Esta notável praça-forte, que acomodou quartéis para tropas, paióis, depósitos e oficinas, foi edificada nos sécs. XVII-XVIII, num ponto de defesa estratégico da região: Um planalto a cerca de 12 kms da fronteira com Espanha, definida pelo Tratado de Alcanices em 1297, data em que Almeida passou a ser portuguesa.

Almeida terá sido um local habitado desde a pré-história, com uma povoação fortificada, que na época da Reconquista Cristã da Península, foi conquistada pelo reino de Leão aos árabes. É de resto à estadia moura em seu solo que Almeida atribui a origem do seu nome, derivado da expressão árabe “Al Mêda”, que significa “a mesa” e relaciona a povoação com o vasto Planalto das Mesas sobre o qual foi construída.

Cumprindo a sina das terras fronteiriças, Almeida foi palco de sistemáticas batalhas e guerras ao longo dos séculos; destacando-se as Guerras da Restauração, com o definitivo afastamento dos espanhóis do trono de Portugal, e as Invasões Francesas, em que as tropas napoleónicas explodiram gravemente a Fortaleza obtendo a sua rendição. Após cuidada recuperação, a Fortaleza de Almeida oferece actualmente um interior onde pode percorrer-se um conjunto harmonioso de casario habitacional, religioso e comercial, disposto ao logo de ruas estreitas e castiças que conservam a atmosfera de outros tempos.

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